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Crise: da prevenção à gestão.


Quando falamos em gestão de crise é fundamental pensarmos primeiramente em gestão de riscos. Toda organização deveria ter mapeados os seus riscos/ ameaças e traçar possíveis planos de ação para mitigá-los e para administrá-los em caso de o pior vir a acontecer.

Obviamente, o bom e velho ditado que diz que “é melhor prevenir do que remediar” é o caminho ideal e isso não é novidade para ninguém, certo?

Mas qual será o motivo de mesmo com muitas iniciativas preventivas, tragédias acontecerem? Primeiramente, porque tem coisas que realmente fogem ao nosso controle, como por exemplo, fatores da natureza. Segundo, porque muitas vezes achamos que temos os riscos e ameaças no nosso radar, mas fazemos isso olhando apenas sob um prisma, aí, quando o outro prisma se revela ocorre o sinistro. Terceiro, porque nos acomodamos diante uma falsa sensação de estarmos com tudo sob o nosso controle. Quarto, porque olhamos só para uma parte dos stakeholders (públicos envolvidos), quando na verdade deveríamos nos ligar em todos. E não são apenas esses, tem muitos outros motivos que precisamos observar.

Algumas atitudes podem nos ajudar a prevenir as crises. Confira:

  1. Mapeie os seus riscos: pense em hipóteses bem amplas. Não economize, vá das ameaças mais absurdas e de altíssimo impacto até as mais simples, com impacto menor. Depois desse mapeamento, trace planos de ação para cada uma dessas hipóteses.

  2. Exercite o olhar sob os riscos: elenque o máximo de “se” possíveis, olhe aquela hipótese sob vários pontos de vista, compartilhe a sua tese com pessoas diferentes, veja o que poderia ser feito de acordo com cada um desses olhares distintos.

  3. Inconforme-se: não é porque as coisas estão correndo bem que algo não pode acontecer e jogar tudo por terra. Sabe aquele “e se” que eu falei no item anterior? Deixe que ele te incomode o tempo inteiro.

  4. Compartilhe: é fundamental compartilhar informações, de todas as vertentes e para todos, sejam parceiros, clientes, fornecedores, colaboradores, enfim, todas as pessoas que têm contato com a sua marca devem estar cientes dos seus valores, sua cultura, sua missão e outros.

  5. Valorize as lideranças: o líder deve ser sempre o guardião da cultura organizacional. Isso é precioso para que essas crenças ganhem capilaridade em toda a operação. E é ele quem vai precisar tomar decisões e atitudes rápidas e precisas diante de uma crise real ou iminente.

E quando a gente fala de diversidade e inclusão, a gente também está falando de crise. Engana-se quem acha que negócio é negócio e diversidade é diversidade. É tudo junto e misturado. Enquanto diversidade não estiver fazendo parte dos negócios e enquanto os riscos não estiverem mapeados com um olhar muito atento quanto aos riscos e aos impactos que uma possível crise pode gerar, as coisas andarão de forma muito desconexa. Diversidade é estratégia e deve ser um forte aliado do planejamento das empresas.

Você pode estar pensando “e o que fazer, caso uma crise se instale?

Bom, não existe receita de bolo, afinal, cada crise é uma, com impactos distintos e envolvendo situações e pessoas diferentes. Mas algumas coisas podem ser padrão:

a- Tenha agilidade para responder ao público: nem que seja para dizer que está fazendo os levantamentos, algo tem que ser falado rapidamente. Seus consumidores merecem isso. Então, nada de se esconder e não dar a cara a tapa, certo?

b- Assuma as responsabilidades: aquilo que disparou a crise pode ter sido ocasionado por um equívoco direta ou indiretamente seu, mas assuma a sua participação. Terceirizar a culpa não funciona.

c- Pense na solução: não adianta ficar focado no fato e não ter respostas para o tradicional questionamento “e agora?” Pense para além do que está acontecendo e apresente possíveis soluções. E aqui fica uma dica: nem sempre a solução passa pelo dinheiro, muitas vezes o dinheiro pode, inclusive, soar de forma ruim. E aqui eu repito: não entregue essa responsabilidade na mão de outros. Assuma, abrace e resolva.

Por último, e não menos importante, que quero lembrar que as crises podem ser mitigadas se tivermos três pilares: diversidade nas organizações, capilaridade da cultura organizacional e liderança preparada e autônoma.


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