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Pessoa negra: você pode - e merece - ter dinheiro!


O assunto “dinheiro” é extremamente tabu para nós brasileiros. Com as pessoas pretas e pardas não poderia ser diferente.

Eu, por exemplo, sempre tive dinheiro, porque a minha mãe, avós e tios sempre seguraram as pontas das despesas de casa. Minha única obrigação era estudar, porém, eu precisava vibrar em outra frequência. Eu pagava uma conta de telefone cara, porque todos da família acabavam usando, perdia as coisas com uma constância absurda, não me planejava financeiramente.

Mas quando a gente começa a estudar sobre assunto, a gente começa a tomar consciência e a se auto-observar e se autoavaliar. E aí, muitas vezes a gente percebe que em alguma medida nós não nos julgamos (ou nos julgávamos, de preferência) merecedores de ter dinheiro.

E isso não é somente culpa de nós mesmos não. Somos programados para isso. Quantas vezes nós já não ouvimos afirmativas como “dinheiro é ruim”, “quem tem dinheiro é mau”, “dinheiro não traz felicidade”, “dinheiro é sujo” e por aí vai... Além disso, os ambientes que a gente frequenta remontam essa “verdade”. Se só conviemos em lugares de pobreza, vamos achá-la natural.

Quem de nós nunca ouviu “nós somos pobres, mas somos felizes”? Só que essa é uma informação equivocada, afinal, é impossível ser feliz com fome ou sem dormir bem, por exemplo. Nós até podemos nos acostumar com a escassez, mas no fundo no fundo, a gente quer – e merece – a prosperidade. Vibrando na escassez nós passamos a estabelecer uma péssima relação com o dinheiro, sucumbindo ao desperdício e à desorganização financeira. E tudo isso se reflete na realidade, dados nos mostram, por exemplo, que mais de 60% das pessoas estão inadimplentes, devendo, principalmente, cartão de crédito e cheque especial.

Mas nós, especialmente enquanto população negra, precisamos com urgência mudar esse padrão de repetição. Fomos programados para acreditar que dinheiro não é pra gente, que estudar não vai resolver, porque jamais alcançaremos os espaços de poder. Isso é absurdamente frequente. É importante lembrar que uma pessoa com baixa autoestima, sem nenhum empoderamento, dificilmente vai conseguir fazer dinheiro, porque se trata de uma pessoa que tem medo até de cobrar o que o outro está lhe devendo. Essa pessoa terá dificuldade de colocar preço nos próprios serviços, por medo da frustração, enfim, ela se colocará uma série de bloqueios que a impedirão de crescer.

Vibrar na escassez significa estar sempre sentindo falta de alguma coisa. E olha, o próprio sistema nos programa dessa forma, basta pensar as estratégias de fomo, amplamente utilizadas pelo varejo.

Mas nós podemos e devemos sair desse círculo vicioso.

Precisamos valorizar nossa capacidade, nossa ancestralidade e sobretudo quem nós somos. Nós podemos e merecemos ser prósperos. Para isso, o primeiro passo é a reprogramação mental e o autoconhecimento. Você precisa fazer suas próprias escolhas, de forma consciente e estratégica.

Depois, com grana no bolso, compre aquilo que o dinheiro compra e aproveite tudo aquilo que ele não paga.


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