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133 anos da assinatura da Lei Áurea. Algo a comemorar?

Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel era regente no Brasil império, porque seu pai, dom Pedro II, estava afastado por motivos de saúde e ela assinou a Lei Áurea.


Os movimentos abolicionistas (internos e externos) pressionavam o Brasil e Isabel precisava de popularidade para emplacar o 3º reinado. Porém, a estratégia não deu muito certo, porque os donos de escravizados (não ressarcidos pelo governo) apoiaram a Proclamação da República um ano depois.


Um outro ponto que desmonta essa ideia da princesa benevolente é o abandono das pessoas negras depois da tal abolição.


E aí eu pergunto: essa abolição aconteceu de fato? Ou continuamos escravizados por uma estrutura que nos oprime e nos nega oportunidades?


E hoje, quando falamos de ações afirmativas não podemos colocar as empresas como se elas fossem a “doce” princesa. Quando elas buscam contratar pessoas negras, é por vários motivos. Vou citar dois: pela potência que somos e porque há uma dívida histórica com o povo preto desse país.

Curiosidade: desde os anos 70 não prestigiamos o dia 13/5 porque os movimentos negros elegeram 20/11 como o Dia da Consciência Negra, data da execução de Zumbi dos Palmares, para ressaltar o protagonismo negro no processo de emancipação.




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