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Já falei pra vocês nessa mesma coluna que eu vim do samba e do samba rock, né?

Interessante que nessas duas áreas eu consegui me destacar.


Por que eu sou maravilhosa e dotada de algum talento completamente sobrenatural? Não mesmo. Eu acho que uma coisa que é muito relevante para eu ter esse destaque é que em ambas as situações, tanto no samba rock quanto no samba, as pessoas queriam me ver.

Eu era extremamente bem-vinda nesses espaços.


O mundo já nos diz de diferentes formas que nós negros não deveríamos estar em determinados ambientes, ocupando certas posições, consumindo alguns produtos e serviços. E isso gera em nós muitas sensações, como a do não-pertencimento, a síndrome da impostora e o pior: a baixa autoestima.


De maneira velada ou explícita, nos dizem que não era para estarmos, por exemplo, em ambientes de poder. Com isso, vamos introjetando crenças limitantes e daqui a pouco estamos nos impondo limites sobre qual é o nosso lugar.


Mas não é bem assim! Todo e qualquer espaço pode e deve ser ocupado por nós negros. Temos capacidade, conhecimento e competência pra isso. E se posso te dar uma dica é: aquilombe-se com regularidade. Estar entre os nossos e frequentar lugares onde nosso corpo é bem-quisto e celebrado faz um bem enorme!

Funciona muito comigo. É em encontros assim que recarrego a minha energia/autoestima e retorno forte e resistente para enfrentar esse mundão que tanto quer nos limitar.


Faz sentido pra você?


Por hoje é só. Quarta que vem tem mais MinutIn, tá bom?



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