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Potências Negras: um summit ou um sonho?


É impressionante como que o simples fato de começar a falar sobre esse evento faz com que lágrimas escorram pelo meu rosto. É um projeto que realmente me emociona porque nasceu no meu coração e é do povo preto e para o povo preto.


E não é sobre visibilidade.

Não é sobre dinheiro.

Não é sobre vaidade.


É sobre propósito.

É sobre reverenciar minha ancestralidade.

É sobre realizar um sonho.


São cinco anos com essa ideia guardada esperando o momento oportuno para virar realidade e agora ela já é real. E vou te contar uma coisa, nem nos meus melhores sonhos eu pensei que seria tão grandioso (e olha que eu não sou nada econômica pra sonhar hahahaha).


Quero destacar aqui alguns pontos que colaboraram para que o evento já seja esse grande sucesso. Acho que eles podem servir de inspiração para você que tem algum plano em mente. Vamos lá?


Não faça nada sozinho: Clarice Lispector tem uma frase que eu gosto muito que diz: “Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe.” Como eu queria chegar longe, convidei o time da Profissas e eles, de pronto, abraçaram a ideia comigo e juntos co-criamos todo o summit.


Tenha uma boa rede de relacionamentos: por estar sempre fazendo consultorias, mentorias, palestras e atendimentos diversos, eu cultivo uma excelente rede de contatos. E foi por meio dessa rede que eu consegui trazer as melhores e os melhores profissionais para serem speakers.


Reconheça a importância de aliados e aliadas brancas: não adianta falarmos das questões da população negra apenas entre nós. Precisamos dos aliados e aliadas junto com a gente. Elas alcançam lugares e pessoas que nós não atingimos. Isso sem contar que esses aliados e aliadas já entenderam que não tem como as suas companhias sobreviverem se não tiver representatividade. E tem mais, quando uma pessoa branca se assume antirracista, outras pessoas saem da negação do racismo e começam a enxergar que realmente todos nós temos práticas racistas de alguma forma, mas o primeiro passo é reconhecer e trazer mais brancos para essa reflexão.


Não se acanhe em procurar os grandes: eu já tinha uma relação com a @Luiza Heleno Trajano por causa do Comitê de Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil (mais uma vez vemos a importância do relacionamento aí). É óbvio que isso colaborou para que eu conseguisse trazer para o Potências Negras ela, que é uma das mulheres mais importantes do nosso país. Luiza e sua gigante do varejo protagonizaram talvez a maior e mais polêmica iniciativa de inclusão racial de que se tem notícia. O processo de trainee do @Magalu focado em pessoas negras provocou uma grande mudança de paradigma no mercado e enfrentou muitos ataques de hatters, mas provou que a diversidade faz bem para os negócios e é um caminho sem volta. Por isso, não daria para falar de potências negras sem a presença dessa mulher tão relevante para a nossa população.


Parta para a ação: se você já tem tudo isso que eu citei, não fique parado, comece de onde você estiver, peça ajuda e tire seus projetos do papel. Eu fiz isso e tem sido uma experiência inesquecível para mim.

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