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Vamos falar sobre desigualdade racial?



Meritocracia? Esquece. Para usá-la como parâmetro, seria preciso ter equidade e isso a gente sabe que não existe no nosso país.


Racismo reverso? Pelo amor de Deus! Para haver racismo é preciso que haja um grupo sobrepujando o outro e isso a gente sabe que só existe por parte das pessoas brancas em relação às pretas, o contrário não acontece.


Intencionalidade? Aí sim, hein? Para mudar esse cenário de desigualdades, é preciso ter muito bem definidas as intenções e promover práticas para atingir esse objetivo.


Ações afirmativas? Yeeeees! As ações afirmativas são o primeiro passo para rever e minimizar a dívida histórica que esse país tem com o povo preto.


Esse foi só o aquecimento. Vou te explicar direitinho cada uma dessas questões. Vem comigo:


Ao longo dos 62 anos da tradicional lista das 500 maiores corporações do mundo que é publicada pela revista americana Fortune, apenas 15 CEO´s eram negros, e hoje esse grupo minorizado corresponde a apenas 1% da lista. Entre os profissionais que ocupam cargos executivos, esse índice é de apenas 4,7%, e chega a apenas 6,7% de profissionais negros em cargos gerenciais.


Quer saber a realidade do Brasil? Ok. Te conto agora:


De acordo com o IBGE, os negros representam 75,2% do grupo formado pelos 10% mais pobres do país. Será que é por que a gente não se esforça? Claro que não! Essa é a herança de um país que foi um dos últimos a abolir a escravidão e que largou os negros sem nada depois de “libertos”. Fora que houve leis que impediram os negros de ter acesso, inclusive, à escola.

As mulheres pretas ou pardas recebem, em média, apenas 44% dos rendimentos dos homens brancos. Os homens negros ganham 56,1% do que recebe um homem branco. Esses dados também são do IBGE, tá?


Em uma pesquisa realizada em 2019 pelo Instituto Ethos foi detectado que nos conselhos de administração temos 95,1% de pessoas brancas. Nos quadros executivos, 94,2% são ocupados por brancos e essa distância vai se apresentando em todos os níveis hierárquicos. Vemos uma mudança no cenário apenas nas funções de base. Surreal, não é mesmo?


Por isso que não dá pra adotarmos o conceito da meritocracia, já que brancos e negros partem de posições muito diferentes.


Para tentar minimizar esse abismo racial, companhias do mundo inteiro, inclusive algumas do Brasil (felizmente), têm se mobilizado e feito ações afirmativas, que são contratações intencionais de pessoas que pertencem a grupos sub-representados como os negros.


Esse é só o começo de uma mudança gigantesca que precisa acontecer para que se possa ter minimamente oportunidades para essa população que, apesar de ser maioria no nosso país está extremamente distante nos espaços de poder.


E você? Qual tem sido a sua postura em relação a essas questões? É obrigação de todos e todas se colocarem nessa trincheira e vir para a batalha para mudar esse cenário de desigualdade. E todo mundo pode contribuir de alguma forma. Quer entrar pra história com a gente?


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